A LogiRastreio é uma SaaS de rastreamento e gestão de frotas voltada para transportadoras de médio porte. Em 2024, a empresa tinha crescimento consistente — mas o custo para adquirir cada cliente novo era de R$ 4.800, considerado alto demais para o ticket médio do produto (R$ 890/mês).
O problema central era invisibilidade: o time de marketing rodava campanhas no Google e Meta, gerava leads, e passava para o comercial. O que acontecia com esses leads depois era um mistério. Nenhum dos dois times conseguia dizer com precisão qual canal gerava os clientes que ficavam — e quais geravam os que cancelavam em 60 dias.
Com CAC alto e sem dados de atribuição, escalar significava queimar dinheiro.
O diagnóstico revelou três problemas estruturais:
Mês 1-2: Rastreamento unificado
Implementação de UTMs padronizados em todas as campanhas. Integração do CRM (Pipedrive) com RD Station para rastrear a jornada completa do lead desde o primeiro clique até o fechamento — e até o churn, quando ocorria.
Mês 3-4: Lead scoring e segmentação
Criação de modelo de lead scoring baseado em comportamento (páginas visitadas, e-mails abertos, tempo no site) e perfil (porte da frota, cargo, região). Leads com score acima de 70 iam direto para o comercial com prioridade máxima. Leads abaixo de 40 entravam em nutrição automática.
Mês 5-6: SLA e processo de handoff
Definição de SLA de 4 horas para primeiro contato em leads quentes. Alerta automático para o gerente quando o SLA fosse descumprido. Script de abordagem diferenciado por score e perfil do lead.
Mês 7-9: Otimização de canal
Com os dados de atribuição funcionando, foi possível identificar que campanhas de Google Search para termos específicos de “gestão de frota” tinham CAC de R$ 1.900 — enquanto campanhas genéricas de awareness custavam R$ 6.200 por cliente. O budget foi realocado em 30 dias.
CAC alto raramente é problema de canal. Quase sempre é problema de processo e de dados. A LogiRastreio não mudou o produto, não aumentou o budget e não contratou mais vendedores. Mudou como rastreava, priorizava e abordava os leads que já chegavam.
Se você não consegue dizer qual canal gera seus melhores clientes, você está gerenciando marketing no escuro. O primeiro passo não é gastar mais — é enxergar o que já está acontecendo.
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