A TechFlow é uma empresa de software para gestão de RH com 80 funcionários e ticket médio de R$ 2.400/mês. Em 2024, apesar de ter um produto bem avaliado pelo mercado, a empresa enfrentava um problema que muitos gestores reconhecem de imediato: os times de Marketing, Vendas e CS operavam em silos completamente separados.
Marketing entregava uma média de 180 leads por mês e celebrava os números. Vendas reclamava que 70% desses leads eram “lixo” — contatos sem perfil, sem budget ou sem timing de compra. CS perdia clientes nos primeiros 60 dias e culpava Vendas por “vender para qualquer um”. O ciclo médio de vendas era de 90 dias. A taxa de churn nos primeiros 3 meses chegava a 22%.
O diagnóstico era claro: falta de alinhamento operacional e ausência de dados compartilhados.
Após contratar uma consultoria de RevOps, a TechFlow fez um mapeamento completo da jornada do cliente — do primeiro clique no anúncio até o fim do primeiro ano de contrato. O que encontraram foi revelador:
A implementação de RevOps aconteceu em 3 fases ao longo de 6 meses:
Fase 1 — Alinhamento e Definições (mês 1-2)
A primeira etapa foi reunir os líderes das três áreas para criar definições únicas e compartilhadas: o que é um MQL, SQL e cliente ideal. Esse exercício, aparentemente simples, levou 3 reuniões e gerou conflitos saudáveis que precisavam ser resolvidos.
Fase 2 — Tecnologia e Processos (mês 3-4)
O CRM foi reestruturado com campos obrigatórios de qualificação baseados no ICP definido coletivamente. Um lead scoring automático foi configurado para priorizar os leads com maior fit. O processo de handoff Vendas→CS foi documentado com checklist de informações obrigatórias.
Fase 3 — Dados e Otimização (mês 5-6)
Um dashboard unificado foi criado mostrando métricas de toda a jornada em tempo real. Reuniões semanais entre os três times passaram a usar os mesmos dados. Marketing passou a receber feedback de CS sobre o perfil dos clientes que mais cresciam — e otimizou as campanhas para atrair mais desses perfis.
Seis meses após o início da implementação, os números falaram por si:
O maior aprendizado da TechFlow não foi técnico — foi cultural. O maior obstáculo não foi implementar o CRM ou criar dashboards. Foi fazer os times pararem de se culpar e começarem a trabalhar com os mesmos dados e os mesmos objetivos.
RevOps não é um projeto de tecnologia. É uma mudança de mentalidade operacional.
Se você reconhece o problema da TechFlow na sua empresa, o primeiro passo não é comprar uma ferramenta. É reunir os líderes das três áreas e alinhar as definições mais básicas.
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